Portadores de Síndrome de Down apresentam características patológicas semelhantes: problemas respiratórios, cardíacos e hipotonia, que é a diminuição do tônus muscular, que conduz a fraqueza muscular e ao acumulo de tecido adiposo.
Em relação à função cognitiva e aprendizagem motora, a aptidão varia individualmente, podendo se destacar em línguas, esportes e música. Como não é possível saber de antemão, o portador da síndrome deve ser estimulado ao máximo.
A socialização deve ser treinada o mais cedo possível, para um maior controle emocional.
Estas crianças tem muita afinidade com a água, pois sentem maior liberdade de movimento, sem medo de cair. As atividades aquáticas contribuem para um melhor equilíbrio, reorganização corporal e redução de quedas.
Pode-se iniciar as atividades aquáticas desde bebê, aos seis meses, com a autorização do pediatra, o que seria o ideal. A atividade de bebê com mãe é muito interessante pelo aspecto da socialização, pois terá contato com outras crianças, e pelo aspecto afetivo, por estar realizando uma atividade junto com a “mamãe” ou papai, titio, vovó, etc… pessoas próximas. Os exercícios realizados contribuem para desenvolver a capacidade cárdio-respiratória tão necessária para esta patologia, o que diminui os episódios gripais que muitas vezes evoluem para pneumonia. A resistência oferecida pela água ajuda a reduzir a hipotonia, fortalecendo a musculatura.
Começar precocemente, aos seis meses, contribuirá em muito para seu desenvolvimento psico-sócio cognitivo-motor através dos exercícios de psicomotricidade, das músicas, dos desafios, da ludicidade, da afetividade, da mãe e do professor, ajudando ao equilíbrio emocional desta criança que é instável. Quando a fraqueza muscular for grande em membros superiores, inferiores ou tronco e houver atraso no desenvolvimento como sentar-se, ficar de pé, andar é recomendado a fisioterapia aquática.
Quanto mais cedo iniciarem atividades aquáticas, mais qualidade de vida eles terão e mais incluídos na vida social serão.





